Eu sofro de "parassónia sexual"...e tu?

Ora aqui está o artigo que faltava ao espólio dos jornais diários portugueses. Para não variar, este marco do Jornalismo pode ser encontrado no 24 Horas (e podia ser noutro?).
O tema é a "parassónia sexual". Confesso que não sabia o que isso era, mas logo que comecei a ler disse para mim mesmo: "eu sofro disto". E para provar que isto é muito mais recorrente entre os portugueses do que o mero 1% citado pelo artigo, deixo-vos aqui alguns excertos:
- "Fazer sexo sem dar por isso" - a começar pelo título. Quantas pessoas não olham para este título e dizem que isto lhes está sempre a acontecer? Pois...
- "Quase todas as mulheres gostam de ser acordadas com carícias a meio da noite (...) mais grave se torna quando o agressor" (chama-lhe o que quiseres)
"não se lembra de nada no outro dia de manhã" - eu acho perfeitamente normal isto acontecer. As pessoas durante o acto despendem de muitas energias e é normal que adormeçam logo a seguir ao mesmo. Quanto ao não se lembrarem, acho que advém disso mesmo. A intensidade, a entrega do homem, o atingir do clímax faz com que o cérebro não armazene muitas informações sobre essa noite (acho que este é também considerado como um mecanismo de defesa do homem)
- "as pessoas atingidas por este problema fazem sexo enquanto estão a dormir" - eu não vou dizer que estou a dormir enquanto tenho relações, mas que às vezes à mulheres que dão um sono do caraças...lá isso dão. E com vocês (homens) não acontece o mesmo?
- "...mas o doente não tem culpa, porque nem se apercebe do que fez" - como sempre, o homem não tem culpa de nada. Nós vamos cumprindo o nosso papel, vamos fazendo o que nos compete, e como diz no artigo: "NÃO TEM CULPA".
- "os parceiros destas pessoas devem ter uma atitude defensiva e nunca acordar a pessoa" - este é um dos pontos mais importantes. Como em qualquer situação do dia-a-dia, não se deve contrariar o homem e esta não é excepção. Para isso é importante que não falem muito durante o acto e não reclamem no final. Pode ser?
Depois desta exposição ainda acham que só 1% da população sofre de "parassónia sexual"? Não me parece..